Especialistas da Fiocruz afirmam que ainda não é momento de relaxar isolamento social no Rio

Por:

Isolamento Social

Mais uma instituição se manifesta contrária ao movimento de flexibilização do isolamento social no estado do Rio.

Depois da UFRJ, Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Fiocruz, Fundação Oswaldo Cruz defendeu, em nota técnica, que o estado do Rio de Janeiro adote de forma rigorosa medidas de distanciamento social, até que a situação da pandemia esteja sob controle no estado e municípios.

A nota foi enviada ao Ministério Público fluminense em resposta à solicitação feita pelo órgão sobre medidas de distanciamento social no estado.

No documento, a Fiocruz enumera condições que devem ser levadas em consideração para que as medidas sejam relaxadas, como por exemplo, se a pandemia está ou não controlada; se o sistema de saúde tem ou não capacidades para enfrentar um eventual surto de casos Covid-19.

E a conclusão, após  analisar cada uma dessas dimensões, é que há problemas relacionados aos registros de casos e óbitos e que não há clareza em relação às informações sobre filas, leitos hospitalares e unidades de terapia intensiva.

O que, segundo a nota, indica que a pandemia “não está sob controle” e que o sistema de saúde “não tem condições de responder tanto aos níveis atuais, como ao aumento do número de casos”.

Para o vice-diretor do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde, da Fiocruz, Christovam Barcellos, que integra o grupo de trabalho sobre Cenários Epidemiológicos, ainda não é o momento de relaxar as medidas de isolamento no Rio, e  sim, de intensificar.

Em entrevista à Agência Brasil, Barcellos afirmou que  mesmo que  o município do Rio esteja diminuindo o número de casos, com a relaxamento  de algumas medidas,  é provável  que o Rio comece a exportar o vírus e a importar doentes, já que muitas pessoas que residem na região metropolitana e trabalham na capital podem se contaminar e levar o vírus para o interior do estado.

Já a UFRJ alertou, em nota técnica publicada no final de semana, que a situação do estado permanece extremamente preocupante, já que os cálculos mostram que a capacidade de contágio da Covid-19 ainda é muito alta.

Segundo os estudos, o quadro sugere ações mais firmes, como um lockdown, para desacelerar com mais força a velocidade de contágio da doença.

Nessa segunda-feira (1), o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, anunciou abertura gradual das atividades econômicas. O planejamento, aprovado pelo comitê médico-científico que assessora a prefeitura, começa a valer a partir desta terça (2).

Fonte: Agência Brasil.

Brasil Coronavírus Pandemia

» Últimas Notícias